A internet não te deixa idiota.

Só deixa a tua idiotice mais acessível aos outros.
Li isso em algum site da internet dia desses... e não é que é verdade??
Há alguns anos atrás, ta bom vai... há muitos anos atrás... (também não vamos exagerar, não sou tão velhota assim!!) ...poderíamos pensar que existiria um meio tão fulgás de se expor, sem se expor realmente?
Acho que no muito pra se expor naqueles dias a gente precisava ter uma certa má conduta, e daí se ganharia alguma fama, na boca das fofoqueiras de plantão de nosso bairro. Talvez, ser um pouco mais ousadinha no portão com o namorado, nos conferiria uma certa fama, ou quem sabe talvez participar de movimentos e passeatas e tentar lutar pela liberdade de expressão!!
E hoje finalmente temos nossa “idiotice” completamente acessível a todos, principalmente se levarmos em conta que ao sentar pra fazer um post, o fazemos na esperança de sermos lidos por pessoas que gostamos, ou seja, nossos amigos virtuais...
Tudo bem que ao nos expormos através da internet não nos livramos das fofoqueiras de plantão, até porque as coisas ruins perduram por longo tempo, mas pelo menos agora elas podem falar mais de nós e nos vigiar sem ter que se esconder atrás das cortinas de suas janelas... rs!!
Até nisso a internet melhora (ou será que piora??) a nossa vida...
Analise comigo: pras fofoqueiras de plantão não é mais preciso tanto sobressalto pra cuidar da vida alheia, elas podem agora visitar o blog alheio sem receios de serem vistas ou censuradas, e até mesmo deixar recadinhos maldosos sob falsos pseudo nomes, ou então podem freqüentar e se passar de amigas, fingindo-se doces e carinhosas, enquanto satisfazem assim sua vontade languida de voyerismo desocupado de cuidar da vida alheia.
Enfim, o relevante fato de sermos “idiotas expostos” não vai mudar, com ou sem internet, só não podemos nos entregar ao fato que isso vicia, transtorna e até aborrece se for um vício predominante em nossa vida, a ponto de afastar-nos dos fatos reais e bem concretos como trabalho, família, e até mesmo sentar a bunda numa poltrona e ler aquele velho e bom livro, que ainda é no mínimo fonte de cultura e laser, já que o português anda cada dia mais sofrível e a vontade de aprender, cada vez mais escassa.
Eu estou de volta, pra deixar a minha “idiotice” mais acessível aos meus amigos queridos, que tenham certeza, sei quem são com exatidão amorosa, e claro, aberta a novos e bons papos e amigos que desejem se achegar, sem antes me esquecer de deixar um recadinho pras fofoqueiras de plantão:
Estou em liquidação: Vendo Gato - adquirindo esse bichano você vai ter mais 7 vidas pra cuidar além da minha!!
Eu estou viva, apesar de não parecer!!

ou seria: não aparecer???
Há muito tempo atrás eu lí algo a respeito das águias, até pensei hoje em procurar isso na net, mais a fundo e postar, mas depois caí em mim e entendi que seria um frio copiar e colar, e daí não seria eu sentando novamente na frente do meu micro pra escrever, não seria voltar a escrever, voltar ao velho desejo de falar o que penso... sim eu ainda penso!!
Então vamos à águia, eu li sobre elas, e a história em sí nunca saiu da minha cabeça, não que ela tenha ficado martelando, mas não esqueci, e vou tentar relatar aqui...
Eu lí que as águias quando vão envelhecendo muito, ficando bem cansadas, elas se retiram, vão pra uma pedra, a mais alta que elas acharem, elas se certificam de que nessa pedra não haja muito perigo eminente para um grande período de parada. Então elas fazem uma última caçada, e levam pra essa pedra uma quantia de alimento, ora, claro temos que imaginar que se uma águia se alimenta de seres vivos, básicamente de carne ela então deve pegar algum bichinho, se o estoque é pra algum tempo então talvez alguns bichinhos, coelhinhos... bem sei lá.
E a águia então se retira, ela vai pra pedra, e ela inicia um ritual um tanto quanto macabro... acho que talvez por ser macabro eu sempre me lembro disso!! bem, ela começa lentamente a arrancar as penas velhas, com o seu bico ela vai arrancando pena por pena, até ficar completamente nua, esse processo um tanto quanto dolorido não ocorre em um só dia e nem de uma só vez, mas é vagaroso e feito de uma forma uniforme... então ela após retirar as penas, inicia a retirada das garras, sim, eu também fiquei meio chocada ao ler isso, mas é isso mesmo, ela arranca as unhas de seus pés com o próprio bico, e após ela terminar mais esse fragelo de sí mesma, ela então começa a finalizar o processo de dor... a águia começa a esfregar seu bico na pedra até fazer com que ele caia...
dessa forma a águia então termina o que pra ela é o fim de uma fase de sua vida, e ela se encolhe ali na pedra, sozinha e espera incansavelmente que suas penas voltem a nascer, que suas garras voltem a crescer e que seu bico volte a se formar do que restou...
Lendo assim dá a impressão que a águia passou no cabelereiro e aparou as penas, as unhas do pé e o bico e agora está lá refastelada esperando tudo crescer novamente, mas no íntimo ela está só, completamente só, e está se alimentando de animais podres, que ela caçou há dias, a única forma de alimento possível para alguém sem condições de voo e caça...
o tempo passa e então, após um longo e nebuloso período onde a águia nao pode realmente contar com a ajuda de ninguém a não ser a sua própria sabedoria adquirida dos longos voos pelos céus azuis, suas penas novas estão crescidas, suas garras novas fortes e afiadas estão prontas e seu bico majestoso está pronto pra furar suas presas...
Então ela alça voo sobre o céu azul novamente e faminta volta a caça de presas frescas!!
Não é tão belo quanto a phoenix que renasce das cinzas, mas tem sua moral!!